quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A PSICOFODA CHAMADA “FACE OCULTA”
No instante seguinte segue-se o contraditório, o corropio de agencias e agentes pseudo-preocupados com o problema em epígrafe.
A acusação é feita nos media, o contraditório idem aspas.
Os arguidos, para surpresa do povo, consideram-se publicamente inocentes.
O blá blá blá de sempre.
Depois seguem-se as mesmas manobras de sempre: o PGR oferece explicações minguadas e clama por mais legislação; o Governo desloca a luta para a conspiração; o Presidente do STJ confere despachos ilegais; o PR convoca os instituintes do momento.
E o Povo, coitado sempre o povo, é quem os atura e custeia as demandas.
A lavagem ao cérebro decorre de seguida, uns os acusados e seus amigos ou subditos esgrimem os argumentos de inocencia, outros calam-se esperando não ver o dia em que também eles irão ser acusados. Sim, acusados pois a corrupção em Portugal está irremediavelmente generalizada.
Minto, há um sítio onde seguramente ainda não existe corrupção: ONDE AINDA NÃO FOI DESCOBERTA.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Quem venceu as eleições?
Julgo poder eleger dois vencedores autenticados: O STATUS QUO vigente (da podridão) e a ABSTENÇÃO.
Três décadas após o Povo ter saído à rua, em festa, comemorando a liberdade, encolhe-se sob o peso da vergonha sentida por festejar a efeméride da maledicência. Segundo o sufrágio foram – legitimamente - eleitos 60% do séquito de deputados da AR.
Presumindo que na abertura dos trabalhos parlamentares irão aparecer 230 o Povo pergunta quem “elegeu” os restantes 90?
Na verdade só 140 foram eleitos e sufragados democraticamente, os restantes foram-no de forma habilidosa e puramente administrativa.
E é aqui que reside um dos poderes do regime: se a AR, em vez dos 230 deputados (numero correspondente aos 100% de votantes), apenas comportasse os 140 eleitos e os restantes 90 fossem “bonecos de cera”, então estes (os 140) iriam fazer politicas de seriedade no intuito de expulsar os colegas de cera; ora como isso não acontece, isto é como de facto 90 deputados são “falsos”, são de cera, embora pareçam ter ossatura revestida com carne, então logo tentam misturar-se com os verdadeiros para de forma cúmplice se esquecerem o dever principal para o qual foram eleitos.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
"TUA", CONCLUSÃO
Hoje os portugueses recebem a conclusão apresentada pelos "inquisidores" do regime: NÃO HÁ CULPADOS.
O mesmo de sempre, os culpados esvaem-se pelo ralo da Mentira Institucionalizada e que se transformou este naco de terra ex-lusitana.
E, para homenagear, esta inclita decisão vou recorrer a um dos Nossos Maiores da literatura: o Bocage e especificamente ao seu poema sobre a "Água".
"A Água"
Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.
Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da raspa
tira o cheiro a bacalhau rasca
que bebe o homem, que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão.
Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho
Meus senhores aqui está a água
que rega rosas e manjericos
que lava o bidé, que lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber ás fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche.
RECONDUÇÃO DO DURÃO
Para homenagear a vitória do Durão, uma figura bizarra que Abril pariu e que os portugueses têm de papar, vou recorrer ao inclito poema do dignissimo Alberto Pimenta: o pequeno filho da puta.
Ajusta-se à circunstância e à pessoa. Um tipo sinistro este Durão, um fugitivo e desertor, um mentiroso compulsivo (lembram-se deele ter afirmado no Parlamento Português que vira com os seus olhos as fotos que comprovavam a existência de armas de destruição maçiva no Iraque?), sim é a mesma pessoa que hoje foi "abençoada" pelo Sócrates (outro Bilderberg), tendo este dito que a sua vitória é um prestigio para Portugal?
Fiquei apensar comigo Portugal prestigiado porquem e como? Por ser o campeão da corrupção? Por ser a terra da Mentira Institucionalizada? Por ser a terra onde não existe contraditório (os portugueses têm a "liberdade" de ver todos os dias à mesma hora, as mesmas pessoas a falar sobre os mesmos assuntos!)
Prestigio, sim prestigio: o de um País onde um primeiro ministro foi assassinado e isso não deu lugar a julgamento?
Ó Alberto Desculpa o abuso mas vou socorrer-me de ti para homenagear o Nosso Durão: um dos mais inclitos Bilderbergs da Lusitânia:
O pequeno filho-da-puta é sempre um pequeno filho-da-puta;
mas não há filho-da-puta, por pequeno que seja, que não tenha a sua própria grandeza,
diz o pequeno filho-da-puta.
No entanto, há filhos-da-puta que nascem grandes e filhos-da-puta que nascem equenos,
diz o pequeno filho-da-puta.
De resto, os filhos-da-puta não se medem aos palmos, diz ainda
o pequeno filho-da-puta.
O pequeno filho-da-puta tem uma pequena visão das coisas e mostra em tudo quanto faz
e diz que é mesmo o pequeno filho-da-puta.
No entanto, o pequeno filho-da-puta tem orgulho em ser o pequeno filho-da-puta.
Todos os grandes filhos-da-puta são reproduções em ponto grande do pequeno filho-da-puta, diz o pequeno filho-da-puta.
Dentro do pequeno filho-da-puta estão em ideia todos os grandes filhos-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
Tudo o que é mau para o pequeno é mau para o grande filho-da-puta,
diz o pequeno filho-da-puta.
O pequeno filho-da-puta foi concebido pelo pequeno senhor à sua imagem e semelhança,
diz o pequeno filho-da-puta.
É o pequenofilho-da-puta que dá ao grande tudo aquilo de que ele precisa para ser o grande filho-da-puta, diz o pequeno filho-da-puta.
De resto, o pequeno filho-da-puta vê com bons olhos o engrandecimento do grande filho-da-puta: o pequeno filho-da-puta o pequeno senhor Sujeito Serviçal Simples Sobejo. Ou seja, o pequeno filho-da-puta.
II
O grande filho-da-puta também em certos casos começa por ser um pequeno filho-da-puta, e não há filho-da-puta, por pequeno que seja, que não possa vir a ser um grande filho-da-puta, diz o grande filho-da-puta.
No entanto, há filhos-da-puta que já nascem grandes e filhos-da-puta que nascem pequenos, diz o grande filho-da-puta.
De resto, os filhos-da-puta não se medem aos palmos, diz ainda o grande filho-da-puta.
O grande filho-da-puta tem uma grande visão das coisas e mostra em tudo quanto faz
e diz que é mesmo o grande filho-da-puta.
Por isso o grande filho-da-puta tem orgulho em ser o grande filho-da-puta.
Todos os pequenos filhos-da-puta são reproduções em ponto pequeno do grande filho-da-puta, diz o grande filho-da-puta.
Dentro do grande filho-da-puta estão em ideia todos os pequenos filhos-da-puta, diz o
grande filho-da-puta.
Tudo o que é bom para o grande não pode deixar de ser igualmente bom para os pequenos filhos-da-puta, diz o grande filho-da-puta.
O grande filho-da-puta foi concebido pelo grande senhor à sua imagem e semelhança,
diz o grande filho-da-puta.
É o grande filho-da-puta que dá ao pequeno tudo aquilo de que ele precisa para ser
o pequeno filho-da-puta, diz o grande filho-da-puta.
De resto, o grande filho-da-puta vê com bons olhos a multiplicação do pequeno filho-da-puta: o grande filho-da-puta, o grande senhor, Santo e Senha Símbolo Supremo
ou seja, o grande filho-da-puta.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Casino da Póvoa de Varzim Nega Livro de Reclamações a Clientes do Restaurante
terça-feira, 25 de agosto de 2009
APÓS A NEGLIGÊNCIA DEMOCRÁTICA, EIS O INSULTO DESPOTA: O POVO JÁ ESTÁ HABITUADO, POIS CLARO!
Neste País, dito democrático, onde tudo anda ao Deus dará, onde o forrobodó é a regra, onde a impunidade é a marca e a irresponsabilidade o protocolo institucional assegurado, tudo pode acontecer!
O povo, o Zé Ninguém, aquele a quem a norma-mãe apelida de Soberano (sem que ninguém saiba o que isso significa) uma vez mais está a ser arrolado para partilhar a mentira e tolerar a irresponsabilidade.
O mesmo povo que já viu "crime" de Camarate esvair-se pelo ralo da impunidade, o mesmo povo que viu a "negligência" da ponte de Entre-os-Riods esvair-se pela ralo da impunidade, prepara-se agora para ver "mais do mesmo", incluindo o falatório panfletário.
O Ministério Público - que eu sinceramente não sei o que é, nem vejo qualquer utilidade prática na sua existência - acaba de ANUNCIAR a instauração de mais um inquérito-crime ao "incidente" da praia.
A primeira palavra é de condolência e é dirigida aos familiares e amigos das vitimas.
A segunda é para "acusar" esta (mais uma manobra negligente, com fins dissimulatórios) do MP. Anunciar a abertura de um inquérito-crime para quê? Já sabemos qual vai ser o resultado? E mais sabendo o povo, como sabe, que neste país as instituições e os instituintes logram entre si cumplicidades para agirem em concerto, não sería razoável, na salvaguarda da verdade, falar nada e agir tudo? O anuncio da abertura do inquérito-crime (alegadamente atirado para dissimular os entalhes de consciência do povo ofendido) chega aos ouvidos dos eventuais implicados que sem perda de tempo tratarão de antecipar a "defesa", dissimulrar a "culpa", detruir "provas", etecétera.
Se desta curta análise me fosse autorizado retirar uma conclusão, e até porque estamos em maré de revisão contitucional, eu diria e propunha a extinção do MP.
O fecho do MP desencadearoia uma enorme poupança ao erário publico e um aumento do bem-estar e do estado de espirito colectivo.
O ajuste de um protocolo com uma qualquer agência de investigação criminal estrangeira seria uma solução razoável, pois pior é impossível.
o MP em Portugal está metamorfoseado num sinédrio judicial, numa plataforma ludica, num parlatório, num parque de diversões.
Alguém com autoridade e competência faça alto à gonorreia institucional, purge a nação, ataque a doença, limpe os dejectos e cesse de autorizar o jogo do Gato e do rato com o povo português por razões e coisas sérias, ou que sérias deveriam ser.
Por Portugal
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
A Rapidez do Regime
terça-feira, 4 de agosto de 2009
(CECI – Causas E Coisas Imperfeitas)
O mesmo soberano que vê cinco comissões de inquérito concluírem que Camarate foi crime e ponto final parágrafo, que vê os deputados defraudarem conscientemente o erário público sem censura (judicial ou política).
O mesmo (representado) que vê o príncipe (representante) render-se e sucumbir aos instintos da perversão: se não pode com a droga, legaliza-a, se não pode com o aborto, legaliza-o, se não pode com a tourada de morte, legaliza-a, etc. (sabemos o que nos espera quando não puder com o roubo!); vê os lobbies da alegada liberdade sexual conquistarem cada vez mais território (gayismo, lesbianismo, travestismo, transformismo, etc.); vê o processo dos hemofílicos ficar em águas de bacalhau; assiste ao regabofe do caso da pedofilia; vê a imparcial e insuspeita sabedoria judicial descobrir que, no caso fax de Macau, houve corrupção, houve corruptor mas não foi capaz de encontrar e punir o corrompido; vê ser eleito (nas suas costas) indivíduos com um passado pecaminoso e um cadastro de preconceito e vingança; vê o príncipe brincar ao referendo com coisas banais e enquanto isso, nas suas, costas decide assuntos vitais (soberania) que apenas à Nação (e nunca à Representação) dizem respeito; vê o seu filho ir para a escola e regressar sem relógio, anel, dinheiro ou qualquer valor; vê a mulher ser assediada ou violada (embora lhe seja garantido a liberdade para se queixar de ninguém).
O povo português – por um dia designado de soberano - sente-se inseguro e julga-se enganado.
Já não confia em ninguém.
E com razão para a desconfiança pois vê o respeito escoar-se pelo autoclismo da libertinagem, vê o Príncipe exceder-se em regalias enquanto compatriotas (e ainda por cima soberanos) vivem debaixo duma ponte; vê a autoridade a ser confundida com o autoritarismo; vê o permissivo triunfar sobre o coercivo, sentem-se inundado de anarquia, corrupção, irresponsabilidade e impunidade, sente-se enganado quando lhe dizem que pertence ao pelotão dos ricos e no entanto só vê miséria (2.000.000 de compatriotas no limiar da fome); vê semanalmente um comboio colidir com um veículo automóvel, vê e sente que o civismo foi atirado para a sarjeta do oportunismo; vê um licenciado (após cinco anos de dedicação, esforço e sacrifício) não ter emprego e enquanto isso os “Zé Marias”, em apenas quatro meses, co-leccionando a maledicência, o despudor e a recalcitrância, asseguram as suas reformas; descobre que o critério da distinção pública tem uma correlação com altos serviços prestados à Pátria menos nítida do que o corporativismo, o lobbie, a filiação partidária e a maçonaria (casos houve de distinção pública de cidadãos que foram responsáveis e culpados de actos que configuram o crime de delinquência de alta traição); vê o trabalho infantil ser objecto dum jocoso racismo social (se uma criança de 13 anos, pertencente a um família humilde, cuja mãe é doente crónica e o pai um crónico alcoólico, ambos desempregados, é apanhada a trabalhar o Estado vê aqui o crime de abuso de trabalho infantil, mas fecha os olhos se por outro lado essa criança for descendente duma família VIP que por ter sido bafejada com um corpo atraente e uma voz fonética já pode exercer a profissão de manequim, cantor, bailarina ou locutora de TV que, não apenas é excelentemente remunerada como ainda passa a ser notícia de primeira página e a ter direito a entrevistas); vê os mesmos que em tempos gritaram histericamente “nem mais um soldado para o Ultramar”, hoje investidos em altos cargos, mais de circunstância que servidão, enviam para a morte injustificada, longe do torrão natal, (Timor, Kosovo, Bósnia e outros lugares), compatriotas dizendo-lhes que são vedetas dos modernos sistemas de defesa e de segurança; vê aparecer, a pretexto da liberdade de imprensa, na primeira página do jornal ou na abertura do telejornal a fotografia do criminoso lado a lado com a fotografia do inocente; vê os culpados da queda da ponte de Entre-os-rios vazarem na maré da irresponsabilidade; assiste ao preciosismo dum tribunal que descobre como culpado para o assassínio duma criança, cuja negligência foi ter carregado (conforme mandam as regras) no botão sinalizador dum semáforo (em plena capital), um electricista há anos reformado; vê crianças serem “assassinadas”, em locais de diversão, devido à negligência grosseira do Estado, enquanto o Príncipe assobia e olha para o lado; vê milhares de concidadãos perecerem em acidentes de viação por causa de sinalizações deficientes, ou inexistentes, estradas maltratadas, bermas transformadas em lixeiras; vê o Príncipe, dito democrático, insinuar com triunfalismo que a democracia é património e exclusividade da esquerda, incluindo a esquerda xenófoba; vê um representante chamar, impunemente, cobarde ao primeiro-ministro de Portugal; vê os concidadãos que resolvem adquirir (a custo diga-se) a sua casa própria, ter de pagar duas (a dele e a do trapaceiro a quem o representante gratifica por não cumprir a lei, por fugir aos impostos e por adoptar uma opção de vida clandestina); vê o concidadão espoliado por ter de pagar, de forma compelida, a taxa duma TV que recusa ver porque os seus programas são intragáveis; vê o estado com os seus impostos dar gratuitamente seringas para sustento dum vício voluntariamente adquirido, enquanto compatriotas com problemas involuntários de saúde têm de pagar a seringa que a doença não dispensa; vê o Príncipe tratar a direita de xenófoba enquanto a esquerda (quiçá ainda mais xenófoba), é tratada com solenidade (e pasme-se elege representantes); vê o conceito de família a ser completamente destruído a soldo de instintos e tentações sexuais antinatura; vê o mesmo Estado que penaliza e persegue o consumo de álcool, incentivar paradoxalmente o consumo, patrocinando uma marca de cervejas nas camisolas das quinas (selecção nacional de futebol); vê enfim o cumpridor (cada vez mais minoritário), o respeitador e o zeloso – afinal um dos poucos que ainda “pede desculpa” quando falha e utiliza o termo “por favor” quando se dirige aos outros - a ser vilipendiado e sentenciado por cumprir a norma, por obedecer aos valores, por sujeitar-se à lei; vê um célebre advogado dizer em plena TV, em horário nobre, que hoje “paga-se mais caro para se ser livre que no tempo da ditadura” sem que ninguém o conteste (talvez por ser verdade!); vê três distintos generais dizerem em plena TV que as forças armadas “bateram no fundo”; vê um dos mais ínclitos (ir)responsáveis pelos acordos de descolonização dizer, 25 anos depois, que sobre tais acordos “se limitou” a corrigir a ortografia ; vê a TV noticiar e seguir passo a passo a recuperação dum golfinho, enquanto milhares de portugueses vegetam nos corredores dos hospitais ou nas listas de espera; vê os patriotas do narcisismo inspirarem, em vida (com dinheiro público), fundações utilizando o seu próprio nome; vê o soberano abstémio (consciente) ser considerado de inimigo abjecto que necessita de ser combatido, enquanto os representantes se abstêm do seu dever faltando sistematicamente (chegando-se ao cúmulo de votações não serem homologadas por falta de quórum!); vê o príncipe propor-lhe referendos para fraccionar o País, enquanto o ignora no processo de transferência da soberania para Bruxelas; vê-se vinculado a uma constituição que não referendou; vê o lobbie do futebol, em concluio com o da construção civil, impor a construção de 10 estádios de futebol para serem usados durante 3 semanas; vê o representante obter com dois mandatos ou pouco mais do que isso (consumidos como atrás dissemos no sopé da “abstenção”) a reforma vitalícia enquanto o soberano só a ela tem direito (democraticamente) aos 65 anos, isto se entretanto não tiver perecido; vê o poderoso safar-se por sistema enquanto o Zé Ninguém (soberano e inocente) se entala sistematicamente; vê o sortudo da fortuna ou o herdeiro do oportunismo curar-se numa clínica particular (dos E.U.A ou Inglaterra) enquanto o soberano vegeta canceroso num corredor, sem luz do dia, dum hospital público; vê o requerente ficar sem resposta enquanto o arruaceiro, o trapaceiro ou “sindicalista” é logo ouvido e atendido; assiste estupefacto à circunstância duma obra pública (prolongamento do metropolitano até Amadora) ser inaugurada debaixo duma manifestação e, este facto, ter sido a verdadeira e relevante notícia; vê, a pretexto da liberdade de imprensa, a TV noticiar que a PSP interrompeu uma corrida de automóveis tão clandestina como perigosa, sendo o relevo dado ao facto da Polícia não confirmar as agressões feitas aos recalcitrantes, invertendo as prioridades; vê a esquerda política ficar horrorizada quando a polícia espanhola investe sobre intrusos (entre eles um representante xenófobo); vê o bastonário da ordem dos advogados dizer publicamente que a Justiça é uma “galeria de horrores” e, acrescentar que aos honestos não resta outra coisa senão “desistir dos seus legítimos direitos” pois a Justiça não está à altura de os garantir (coisa com que infelizmente concordamos, justamente com conhecimento de causa); vê os símbolos nacionais serem constantemente desrespeitados; vê o hino ser assobiado; vê a bandeira ser ultrajada, tratada como um trapo e servindo vezes de mais de toalha de mesa.
Enfim vê e assiste a tudo isso, enquanto lhe gritam que é livre e soberano, sem que ele coitado saiba sequer o significado de qualquer dos conceitos ofertados.
domingo, 2 de agosto de 2009
Missiva-Resposta a Sarsfield Cabral (relativamente ao 10 de Junho-2008)
Acordes duma inexorável agonia.
A reverência institucional, até para superar o desconforto pessoal, levou à adopção da solução de recurso: substituir a força armada pela guarda nacional republicana (GNR).
As Forças Armadas que até então se vinham estratégica e tácticamente preparando para os voos da internacionalização, para os arrojos da projecção em teatros externos – por razões de umbigo – são subitamente atiradas para a sarjeta dos descaminhados.
E qual fénix renascida, num ápice vemos uma GNR, sim a mesma que esteve em vias de extinção, a liderar o protagonismo da diplomacia armada.
E assim, uma força bastarda, em vias de extinção, que nem é peixe nem é carne passa de cadáver a príncipe do regime, aparecendo fortemente armada, armada até aos dentes, desmesuradamente equipada com meios aéreos, navais e terrestres.
Do Velho Exército (desculpe, das forças armadas) resta, cada vez mais, uma miragem que a breve trecho se desvanecerá.
Adivinha-se o dia do aviltamento da História.
O Presidente da República na cerimónia epígrafe da sua reflexão disse que no dia em que as forças armadas morrerem Portugal morre também.
Dia esse que já esteve mais longe.
E a menos que nasça uma solução miraculosa, solução que só pode alternar entre aquela que foi anunciada profeticamente pelo venerável escritor (“português/espanhol”) com nome de Nobel ou a coerciva demissão de todas as instancias de poder, excepto o PR, e a adopção dum governo de salvação nacional constituído por homens de inalienável patriotismo, como por exemplo Hermano Saraiva, Adriano Moreira, José Saramago, Rui de Carvalho (actor), V.ª Ex.ª (Sarsfield Cabral), Ramalho Eanes, Villaverde Cabral, Joaquim Aguiar, e alguns outros da mesma estirpe.
O aviso é sério, se as elites não se assumirem e se demitirem da responsabilidade que – por patriotismo - lhes cabe, então à Massa (Povo Português) só restará a via da regressão pelos caminhos da Memória Ressuscitada olhando por entre o nevoeiro tentando ver o Sebastião Prometido.
Que valha a verdade bem que poderá ser um Impostor - ou o Ressuscitado Velho do Restelo – que vendo a agonia popular e sentindo o seu pulsar hesitante lhe proporá a permuta da psicologia da salvação pela ideologia do heroísmo.
Nesse dia – inevitável – a Massa em agonia arranja forças para se levantar dos escombros e transportará em ombros o Novo Herói, um dejá-vu, “lembrando-se que um dia saiu à rua para comemorar a liberdade e a democracia, valores pelos quais esperou 48 anos” e que agora é chamado de novo a fazê-lo desta vez, sem esperar tanto tempo, saindo em júbilo para festejar a queda do sucedâneo, agora com o dobro da euforia abrilina.
AS ILEISSÕES NA PITANHEIRA
Pois cumpadres. Estamos caise a chegar ás ileissões e o pobo lá do Sombento da capitale comessa a andar todo numa curreria maluca por mor de ber so pobo bota nele. Eu inda num intendi munto bénhe porqué que só salembram da gente na altura das ileissões. Mas balhanos ó menos isso porque se num óbesse ileissões eles nunca salembrabom da gente.
Bai daí que salembrarom todos de bir aqui á Pitanheira por mor de dar instrussom ó pobo e inssinar onde é que a gente áde botar a cruz no buletim do boto.
O que bomessês num imaginom é a trabalheira que deu á gente por mor de ber onde abiamos de botar esse pobo do Sombento da capitale por bia deles num se zangarem uns cus oitros pois queles salembrarom de bir todos no mesmo dia.
Intom reunimos o pobo da Pitanheira, falemos do porbelema e como nós semos um pobo munto democrático, óspois de munta discussom e munta porrada entre o Ti Alfredo das Coíbes e o meu Arnesto, qué tamenhe cunhessido pelo Arnesto dos tumates azules, chiguemos a um intendimento.
Assim, o pobo do Sombento da capitale ficou assim distribuído.
O Sinhor Inginheiro cumo é o óme mais importante, bai prá sede da Junta de Freguesia botar lá o discurso dele. A sala é assim a modos que pequenina e só leba quinze peçoas. Mas num bai aber porbelema, porque a gente penssa ca sala num bai incher.
O Sinhor Francisco, a gente bai botá adromesse.bo intalino num se calalo na igreja, por mor dele fazer o discurso no fim da missa do Padre Catalino. É que no fim da missa o pobo já está todo a dromir pois cu Padre Catalino fala tanto na Úmilia cu pobo inté adromesse, e assim já num pressisom de adromesser ótra bez quando o Sinhor Francisco falare.
O menino Paulinho bai direitinho prá feira dos tumates qué por assim dizere o ebento mais importante aqui na Pitanheira. E cumo o nosso pobo é assim um pobo munto agradessido, inté lhe bom ofresser umas ssestas de tumates, por mor do menino Paulinho ter uma bitaminas que lhe tirem aquele ar amarelo quele tem.
O Sinhor Jerómino, qué um óme munto letrado nessas coisas da Indústria, a gente bai botálo na bacaria do Ti António qué por assim disere a coisa mais industriale ca gente tem aqui na Pitanheira. É que assim ele pode bere sas máquinas que tirom o leite das bacas num tom a trabalhare mais horas caquelas ca lei manda inquanto faz o discurso pró pobo que trabalha lá na bacaria, qué a bem dizere o Ti António e o seu sobrinho Anastássio Coxo.
O que nos deu mais probelema foi saber onde botar a menina Manela. Nós penssemos, penssemos e óspois de munto penssar arresolbemos botála no coreto da Prassa pois cas luzes tom estragadas e o coreto tá assim a modos que ás escuras e assim o pobo já num sassusta ó olhar pra ela.
Pois cumpadres. Nós aqui na Pitanheira semos um pobo todo birado prá Democrassia. Bai dai arrecebemos esse pobo do Sombento da capitale cum a onrras todas. Eles podem falare tudo o que quiserem, porque aqui na Pitanheira quem manda semos nós!
E como sempre, comprimentos com soidades da sseissom. aqui na Pitanheira semos um pobo todo birado pra menina Manela.ra. o Sinhor Francisco falare.
missa o pobo jzer o discurso no fim da missa do Padre Catalino. ma, porque a gente penssa ca sala num bai incher.
dimento.
s no mesmo dia.
bia deles num se zangarem uns cus oitros.o buletim do boto.om as balhanos mbram da gente na altura das ileisspobo bota nele.
sábado, 1 de agosto de 2009
Ó SSEIÇOM DIZE LÁ TUE TAMÉNHE
A maculada e apressada descolonização política, moral e material contaminou as estruturas do Poder e deixou escapulir-se a ultima réstia do patriotismo constitucional e cívico.
O fugitivo não se fez rogado, em jeito de retaliação, levou consigo a dignidade colectiva, o espírito de conjunto, a coesão e a irmandade.
O que ficou então?
Basicamente a verborreia, a gritaria, o verbalismo panfletário e eleitoralista.
Por isso, dizer tornou-se numa função agnóstica e instintiva e pior do que isso num direito inexpugnável que, depressa demais, ultrapassou todos limites ao ponto de e a coberto dum valor mal assimilado (a liberdade) hoje tudo se poder dizer livremente, mesmo que tal dito se constitua numa ofensa à dignidade nacional ou ao direito individual.
Diz-se, dizer, repetir o que disse e tornar a repetir o repetido, tornou-se num direito semi-afrodisíaco que, como não podia deixar de ser, perverteu e inibiu o dever de fazer, de cumprir, de exemplificar, de honrar, etc.
Dizer-se polarizou o fundamentalismo libertineiro que hoje tolhe o conceito da liberdade verdadeira.
A inversão de prioridades depressa se tornou numa rotina e como consequência inevitável a oportunidade, em vez de dar a vez à aptidão, à vocação, licenciatura ou à competência, passou a enrugá-las e como não podia deixar de ser acabou cedendo ao oportunismo, à corrupção e ao compadrio, enquanto, claro está, quem de responsabilidade sobre o assunto continua a dizer que as coisas se passam dentro da legalidade, que tudo foi (ou está a ser) feito correcta e legalmente. O cultismo do dizer esbateu a semântica do fazer, e em alguns casos do dever, por isso os triliões da U.E. encharcaram a carteira dos fazedores do oportunismo e o assédio à adjudicação fez escola para erguer uma já incontrolável oligarquia de interesses mutuamente associados que inexoravelmente atirou para a sarjeta da legalidade o interesse e o bem-estar comum; e, claro está, com o remanescente diz-se que se fez obra e se satisfez as necessidades colectivas.
Dizer e fazer tornaram-se assim elementos distintos e na esmagadora maioria dos casos conflituantes.
Assim, ao estado que se diz ser democrático, o melhor que lhe posso chamar é que se constitui no inverso do que se esperava ser, e o contrário do meu ideal.
Adora dize tu amiga sseiçom, dize o ki falta dizere!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
A GRIPE ÇUINA
Ó Sinhor cumpadre Biriato. Bomessê num çabe, mas eu tenho munto orgulho em ser amiga de bomessê. É que bomessê ás bezes escrebe umas coisas tão importantes queu inté fico cumubida. Eu só não pressebo nada é dessas palabras isquesitas que escrebe, mas elas som tão bunitas que eu inté gosto de o óbir a escrebêlas.
Mas num é que bomessê tem razom? Ó primeiro eu tibe que matar as galinhas todas por causa da gripe das Abes. Óspois tibe que matar os porcos por causa da noba gripe que lhe chamam A. Isso é queu num pressebo. Sa gripe é dos porcos e dizem qué gripe Çuina, porqué que num lhem chamam gripe Ç? Agora só me resta o tumatale e rezar a Deus que num apareça a gripe T por mor de num ficar cus tumates todos a ispirrar. É que sa gripe me chega ós tumates vai ser uma desgrasseira tom grande queu num sei como é que me bou abiar sem tumates.
Mas o que intressa é que por mor desta noba gripe o pobo anda a ficar todo tolo. Olha cu Ti Ambrósio inté foi á Farmassia da Bila por mor de cumprar meia dúzia de caixas daquelas coisas que se abotam na cara por bia de num ficar ca gripe. Ai, ca gente inté se ri cuando ele sai de casa caquela coisa na cara. Caise que parece um marssiano daqueles dos OBENIS ca gente só lhe bê os olhos tortos a olhar um para cada lado. O pior é que óspois o óme num aganta caquela coisa na cara e cumeçalhe a dar a sufeca e berra tanto quinté parece o badalo do çino da Igreja.
Mas bamos ó quintreça queu tou a ficar cum preça.
Ó senhores gubernantes. Bomessês que çabem tudo inda num arranjaram uma sulussom pró porblema? É cu pobo anda a ficar todo tolo por mor desta coisa da gripe. arranjaram uma sulussom prumeçalhe a dar a sufeca.icar ca gripe. umates todos a ispirrar.O Sinhor Inginheiro que tem tido tanto trabalho a acabar com as sembergunhiçes todas, e a botar tantas leis que caise paresse a ditadura do Sinhor António, que Deus o tenha, porqué que inda num acabou com esta sembergunhisse toda nas notíssias? É que cada bez ca gente bai óbir a notíssias eles contam as peçoas todas ca gripe. Ó primeiro erom trinta. Óspois erom cinquenta. Óspois erom mais binte.
Carago. Será quesse peçoal das notissias num tem mais nada pra contar? Se num tem eu amostrolhes. Proqué que bomessês num beem aqui á aldeia ber cantos belhinhos andom assim a modos que fracatibos e a apanhar a gripe por mor de num terem dinheiro pra cumprar bitaminas? E olhem que se forem por esse pobo fora bom ter muito que contar.
Cuanto a si, ó cumpadre Biriato, cuntinue a escreber açim que bomessê escrebe coisas munto importantes.
Soidades da sseissom
quinta-feira, 30 de julho de 2009
ROCHE-TAMIFLU VERSUS BILDERBERG
Esta seita assassina, com o beneplácito da comunicação social (que se diz democrática e livre!) mergulhou o globo e o nosso País num frenesim de inquietação.
Porque será que a comunicação social, que tanto barulho tem feito para homologar a inquietude clectiva, não gasta uma palavra, ou imagem - uma unica - para denunciar quais os interesses que se movem e espicaçam por detrás da epidemia?
Ah pois, a solução é o Tamiflu.
Curiosamente era a solução para a fracassada (e igualmente inventada) epidemia anterior (então designada por gripe das Aves).
Enquanto se esgotam os minutos gastos para comprar uma máscara ou o Tamiflu Impingido, pelo mundo inteiro morrem milhares e milhares de homens, mulheres e crianças fustigadas com epidemias igualmente perigosas como a Malária, o Sarampo, Diarreias epidémicas, etc.
Mas sobre estas a "co-criminosa" comunicação social dedica silencio apenas.
Os barões e abutres do Bilderberg, que tudo controlam até a infelicidade social das pessoas, compram o silencio da comunicação social porque por detrás da epidemia há um negócio COLOSSAL, monstruoso, uma fobia pelo lucro à custa do medo social e humano.
E isto tem de ser denunciado até à exaustão.
Cada voz que se levante para denunciar esta seita criminosa, que actua na sombra, guarnecida por lobos da banca, piranhas da comunicação social e traidores da política, que fabrica guerras, revoluções, crises, golpes de estado em todo o lugar do globo onde suscite o seu interesse economico e financeiro, é um grito de alerta, uma dádiva nacional.
Até a imprensa portuguesa, que até se diz livre, mas alinha na onda blobalizante, brada estericamente pela gripe A ao mesmo tempo que silencia as mortiferas epidemias que fistigam a humanidade, porque será?
Porque será que nunca, repito nunca, um jornalista confrontou o PM ou quem quer que seja sobrte o tema Bilderberg?
Valha-nos a Blogodemocracia, o unico dojo onde a verdade pode ser dita às claras e o contraditório é concretizado.
Concidadãos não temam a gripe, e muito menos a dita A, porque quem está por detrás dela são facbulosos interesses economicos: em concreto a multinacional farmaceutica "Roche" detentora do salvador "Tamiflu"?
domingo, 26 de julho de 2009
DITADURA ENCAPOTADA...!
Os portugueses indignitários (desprotegidos) do Poder içado em Abril há muito que descobriram a maleita normativa da lei fundamental: TRATA-SE DUM PERGAMINHO LEGAL, UM BORDEL DE PRINCIPIOS E VALORES PURAMENTE NORMATIVO, E PORTANTO INEXEQUIVEL.
Porque na verdade assim é.
Temos uma constituição eivada de belos princípios, um eflúvio de valores e direitos fundamentais, pomposamente ostentados que a pratica, a realidade, não ostenta.
Por detrás da semântica, consagra a régua e esquadro um modelo de regime com uma “coercitividade” escondida.
Estatui Delfins que servem para tudo excepto para honrar a Pátria e servir o seu Povo Real. Poderia enumerar alguns deles, fico-me pelo Provedor de Justiça.
Por detrás da acessibilidade apregoada há a figura execrável, distante, inacessível, da real defesa do direito, da verdade e da justiça que se quer ver estornada ou simplesmente reclamada.
Mas o apetite de hoje não contempla falar da constituição de uma forma generalista, mas tão somente “interpretar” a razão da razão do discurso do Alberto.
Os comunistas irão olhar de esguelha para esta pobre e humilde análise, ainda que continuem a existir “para além” dela.
Se por um lado não me repugna concordar, integralmente, com a análise do Alberto, pelo outro tenho de discordar da conclusão (proposta) por ele retirada.
Num regime indemocrático “aceita-se” que as ideologias opostas – in casu as democráticas – sejam hostilizadas, perseguidas, censuradas.
Mas será que poderemos aceitar semelhante estratégia opressiva nos regimes democráticos. Julgo que não, quer porque conflitua com a genealogia democrática, quer, especialmente, porque lhe retira a superioridade ética.
E de facto, e infelizmente, isso acontece – substantivamente – no (nosso) regime democrático que Portugal adoptou.
A constituição política consagra “proibições” que lhe ferem a autenticidade e a genética democrática. Proíbe a legalização de ideologias indemocráticas, assim como proíbe a instauração (ainda que desejada) da monarquia.
Ora isto é um sinal de frouxidão democrática.
Em democracia deve cultivar-se o saber “viver” e “conviver” com quem pensa de modo diferente.
A nossa não sabe.
A constituição içada em liberdade está “inclinada” para a esquerda, é distorcida, é permissiva para a esquerda e proibitiva para a direita.
E tal presunção distorce a autenticidade apregoada.
O Alberto tem TODA a razão na análise que faz, mas PERDE-A coma a solução proponente.
Seguramente infiro que a nossa democracia não fica mais rica e mais exemplar com a expulsão do comunismo, discordo.
Mas com a mesma segurança adito que ficaria mais livre, mais generosamente democrática se abolisse as conscrições ideológicas.
Por Portugal e pelo Povo exige-se que na próxima revisão constitucional os nossos representantes ousem dela limpar o espúrio ideológico e destituir as Patentes que nada fazem pelo Povo Verdadeiro.
terça-feira, 21 de julho de 2009
A INTRAMETE E O SECAIPE
Bomessês num imaginom cumo eu ando cuntente da minha bida.
Inscrebime no curço de cumputadores ca Rebista Maria bendeu ás mossoilas inteligentes açim cumo eu e agora já sei mexer neças coisas da intramete. É que o meu cumpadre Biriato anda prá i a dezere umas coisas de mim e eu tibe que aprender a mexer nestas coisas por mor de lhe poder arresponder. Ai, quele num fica sem resposta, num senhora queu num sou mulhere de lebar desaforo pra casa. Cuando me botom coisas na miuleira eu num descansso incuanto num der resposta.
Bai daí, cumo eu sou uma peçoa com munto sabere no pinssamento, aprendi num instante a mexere nestas coisas. Inté increbime no Secaipe, qué açim a bem dezere uma coisa ca gente pode falar a escrebere. Ai, caquilo é tom ingraçado. A gente escrebe e arrecebe logo a resposta da oitra peçoa. Eu demoro um bocadinho a respondere, pois queu escrebo debagar. Mas eu num poço escreber depreça proque senom eu dou erros a escreber. E como eu num gosto de dar erros, tenho que escreber debagar.
Mas o mais ingrassado é ca gente pode falar com muntas peçoas ao mesmo tempo. Mas se bomessês soubeçem a cunfusom quisso dá. Óspois a gente imbaralha as cumbersas e já num sabe o que disse. Olhem que fiquei tom imbaralhadinha cás tantas já estaba a disere ó óme quera biúbo pra ir paçear ca mulher dele e ó óme que se ia casar pra ir por flores na campa da mulhere. O que bale é queles tabom longe de minhe, proque senom eu acho queles me iam dar uma cossa.
Mas bamos ó quintressa queu tou a ficare cum preça.
Ó cumpadre Biriato. Bomessê pode ter a certeza que quando eu bir bomessê no Secaipe boulhe dar as respostas tudinhas. E aí, nem os tumates do seu fantasma lhe bom baler. Beja bem se arranja os seus, proque senom nem sequer se bai conseguir abiar.
Soidades da sseissom
sexta-feira, 17 de julho de 2009
JÁ NUM SEI SE SOM FANTASMAS Ó TUMATES!
Ai queu ando tom descurssuada. O meu cumpadre Biriato, quinté é açim a bem disere uma peçoa queu estimo munto, andou praí a escreber umas coisas que me deixarom munto triste. Ó primeiro diz que soue uma imprezária falhada e óspois que os tumates dos fantasmas som milhores cós meus.
Olhem queu já churei tanto que oje nem precisei de regar o tumatale.
Eu que inté queria cuntar a história da minha biage inté á capitale, pois queu fui lá amais o meu Arnesto por mor de ber se bendiamos os tumates todos prá fábrica dos tumates pelados, inté já mesquessi do quia disere.
Ai cumpadres. Mas se bomessês bissem o que bi no camboio que eu amais o Arnesto apanhamos no Sonbento do Puarto. Num é que mesmo á minha frente se assentou um tropa daqueles quinté põem as bistinhas todas trocadas, que sse num foçe eu andar açim descurssuadinha por causa do meu cumpadre Biriato, acho que tiraba a farda ó óme ali mesmo. Bejam lá o que estom a pinssar. Eu só queria era a farda do óme pra lebar cumigo, por mor de me alembrar dele óspois.
Pois cumpadre Biriato Umbelino Alcagoitas. Já que bomessê num tem tumates pode ficar á buntadinha cus tumates dos fantasmas, queu abiome cus meus amais os do meu Arnesto que som de milhor cualidade.
Soidades da sseissom.
domingo, 12 de julho de 2009
OS TUMATES DA MUINHA CU-MADRE SSOM
E num pienses cu vom sere agradabeis, pois num surão.
És uma murcona dibertida e uma impresaria falhada, sabias... cum raio te deuo pra te birares prós tumates?
Tu num saves que o milhor nigócio do mundo som us fantasms?
Mais.
Nenhum tumate tem fantsma, mas todos os fantasmas têm dois, sabias
Logo ficum muito mais abantajadus... Mas tu num bês, és cega ou cumo diz o Arnesto (embora às escundidas) és miope...AHAHAH
Até o teu amore du Arnesto recunhece o teu nigócio falhado, digu-to proque é a berdade emvora saiba que ele num bai gostare desta incunfidenssia
E num poderia acavar sem te lebrare duma realidade, ó ssom... tu sabes o cu bai acontecer qando murreres, rapariga? Julgas que purbentura que te bais transformare im tumate, se julgas issu te enganas pois bais ficare feita num FANTASMA...
I á inda outra coisa ó ssom, tu já biste purbentura qunatus A - A DE AMOR - tenhe a palabra tumate? Tenhe Um, só um.... e a palabra FANTASMA, ESTA TENHE 3... o que significa cu fantasma ama 3 bezes mais cu tumate: TOMAAA, com 3 A para aprienderes
Um veijo safada, um veijo pra tu
sábado, 11 de julho de 2009
OS FANTASMAS DO MEU CUMPADRE BIRIATO
Bomessês bãome descupar, mas óspois de ter lido aquela coisa dos fantasmas que o meu cumpadre Biriato anda a cultibar beiome á limbrança eça coisa das peçoas andarem sempre priocupadas cum eça coisa dos fantasmas.
Intom aqui na minha aurdeia eu num sei o que se paça. Mas desde que beio para cá uma madama que diz que arresolbe os porbelemas das peçoas todas e que amanda os fantasmas imbora, que as peçoas bom todas a casa dela ca quilo inté parece a romaria da Noça Sinhora dos Afelitos.
Se bomessês bissem o dinheiro cu pobo deixa lá ficar por mor de amandar os fantasmas imbora, inté deitabom as mãos á cabessa.
Mas olhem ca madama inté é uma sinhora de respeito. Ela num leba nenhum dinheiro ó pobo. As peçoas só precisom pagar os pózes quela usa por mor de as tratare. Mas ás bezes são tantos pózes, quinté as peçoas já andam a fazere impréstimos no banco da Bila, por mor de puderem pagar os pózes.
Eu inté já pinssei em amandar lá o meu Arnesto, por mor de ber sele fica milhor da miuleira. É cu óme ás bezes num funssiona munto benhe e eu estou a pinssar sele num tem fantasmas cumó cumpadre Biriato que tombem anda açim a bem dizere ca miuleira torta.
Mas eu axo ca madama é munto cumpetente pois o pobo anda munto cuntente e alibiado.
Ó cumpadre Biriato. Eu axo que bomessê debia bir cá á madama por mor de amandar eçes seus fantasmas todos imbora. Bomessê ia ber cumo a sua miuleira ficaba boa num instantinho. Mas num se isquessa de trazerem unto dinheiro, pois os pózes som caros. E da maneira que bomessê está, eu axo que bai precisar de muitos pózes.
Aonde já se biu um óme a cultibar fantasmas?
Sinda bomessê se dedicaçe a plantar tumates, tinha mais serbentia.
Num sacanhe que num é bregonha nenhuma. Se bomessê estiber precisado de tumates esta cumadre está aqui por mor de o ajudar.
Comprimentos com soidades da sseissom.
A WHITER SHADE OF PALE (UM TOM MAIS CLARO DE PALIDEZ)
Demos cambalhotas pelo chão
Eu estava me sentindo meio enjoada
A multidão pedia bis
E o salão gritava gritava
Enquanto o tecto rodava
E quando pedimos outra bebeida
O garçom trouxe uma bandeja
E então mais tarde
Enquanto o espelho contava a sua história
Um rosto a princípio apenas fantasmagórico
Ganhou um tom mais claro de palidez
Você disse que não há motivo
E a verdade é fácil de se ver
Mas eu consultei as cartas do baralho
E não deixei que ela fosse
Uma entre dezasseis virgens vestais
Que partiam para o litoral
E embora meus olhos estivessem abertos
daria no mesmo se estivessem fechados
E então mais tarde
Enquanto o espelho contava a sua história...
(origem: www.letras.mus.br)
sexta-feira, 10 de julho de 2009
O CULTO DOS FANTASMAS
O culto - para não dizer medo ou fobia - pela fantasmagórico surge nesta esteira de novidade.
A lbertação do homem, o corte do cordão umbilical com a animalidade, confrontou-o com uma luta árdua, longa e amarga contra o culto dos fantasmas.
Direi mesmo que Nada na história do homem inspira mais piedade do que a moldura de escravidão abjeta do homem perante o espirito-fantasma.
É neste contexto que a Morte ganha a repercussão social que detém e o cadastro de emocionalidade que lhe é culturalmente intrinseca.
A morte significa o falecimento de um corpo finito e simultaneamente a libertação de um "fantasma" até então nele hospedado.
E é aqui que entra o pensamento religioso.
Em muitos casos não para atenuar a agonia, antes para criar novas fobias apetecieis à mente vulnerável.
A religião ampliou a conjectura do medo clivando os fantasmas em Bons e Maus.
Amarrado a preceitos e preconceitos e sem profilaxa religiosa, eis o homem cansado, cinzento e insosso - expressão ficica e finita duma mentalidade tacanha que só falecerá no momento da eféride necrologica... então todoas e cada um de nós alcançaremos a libertação final, a escalada da Luz, o verdadeiro sentir do Cristo conterrâneo...
quarta-feira, 8 de julho de 2009
QUEM TEM CU...
Dize o ditado pupulare que “Quem tem Cu tem medo”!
Esta coisa de falare de Cus disem qué açim a bem disere uma desabergonhiçe. Num debia ser, óspois cus á açim a bem disere grandes ó pequenos, ridondos ó cadrados, e de tantas formas e feitios que deixom a gente compeletamente ademirados.
O queu nun intendo é proque parece mal falare de Cus.
Coitadinha da palabra que nem lhe dom tempo de cresçere. Nem cum as bitaminas queu aboto nos meus tumates ela arriba por mor de se puder falar dela.
Mas ó cumpadres. Mesmo a falar de Cus, eu num falo do Cu dos oitros. Inté proque num mintreça falar do Cu dos oitros. Cada peçoa tem o seu Cu, e meteo onde mais lhe cumbém. O meu Cu custuma ficare dentro das trusses, bem quentinho e acunxegado. Inté proque…
Num sei sé defeito, sé feitio. O qué serto é cu meu Cu, mesmo sendo um Cu é por açim disere pró pequenino.
A mim num mincumoda e inté dá geito. O pior som asqueles Cus munto grandes, cu olhom de isguelha proque ficom cheios dimbeja.
Eu axo qué mesmo imbeja. Mas ás bezes inté fico a pinssar que o queles tenhem é medo só dólharem.
Mas neste país aonde o fáste fude tá sempre a incher os Cus por mor de ficarem mais grandes, eu axo que bou cuntinuar a cumer a tradicionale fude , nun bá o meu Cu cumessar a ficare cum medo cumo os oitros.
Mas ó cumpadres. Mesmo cu meu Cu seja pequeno, é Cu.
E o meu Cu num tem medo!
Comprimentos com soidades da Maria da Cunsseissom Aparessida
terça-feira, 7 de julho de 2009
O BARÃO ASSINALADO
A ideologia, a política, as estratégias de poder içaram uma casta inatingível de subditos do regime que se afastaram irrevogavelmente do ventre social de onde foram paridos.
Hoje dir-se-á que há duas cepas distintas (em conflito permanente!) - por um lado os beneficiários do regime e por outro os desprezados do regime.
A miscigenação é impossível de realizar.
Por um lado a minoria de Lúcifer, agarrada ao poder e às suas benesses.
No outro extremo os subditos da Deidade Criadora, a maioria de gente simples e anónima que labuta diariamente em prol da tribo que representa e da sociedade que a acolheu na similitude.
A minoria hostil atacou os direitos da maioria, gerando nesta muita amargura e descrença, compelindo-a a escolher e a adoptar a unica arma pacifica da rebelião em curso: a ABSTENÇÃO.
A abstenção é o barão assinalado que significa e indica haver uma diferença entre temer, esquivar, honrar e adorar.
E porque está em curso u movimento de cidadania que propõe a estatuição de uma nova constituição, parece ter chegado a hora de dizer basta.