domingo, 26 de julho de 2009

DITADURA ENCAPOTADA...!

Há dias o Alberto entesou-se e deixou escapulir pela boca um substantivo sinal do objectivo invisível que a lei constitucional transporta no seu dorso.
Os portugueses indignitários (desprotegidos) do Poder içado em Abril há muito que descobriram a maleita normativa da lei fundamental: TRATA-SE DUM PERGAMINHO LEGAL, UM BORDEL DE PRINCIPIOS E VALORES PURAMENTE NORMATIVO, E PORTANTO INEXEQUIVEL.
Porque na verdade assim é.
Temos uma constituição eivada de belos princípios, um eflúvio de valores e direitos fundamentais, pomposamente ostentados que a pratica, a realidade, não ostenta.

Por detrás da semântica, consagra a régua e esquadro um modelo de regime com uma “coercitividade” escondida.
Estatui Delfins que servem para tudo excepto para honrar a Pátria e servir o seu Povo Real. Poderia enumerar alguns deles, fico-me pelo Provedor de Justiça.
Por detrás da acessibilidade apregoada há a figura execrável, distante, inacessível, da real defesa do direito, da verdade e da justiça que se quer ver estornada ou simplesmente reclamada.

Mas o apetite de hoje não contempla falar da constituição de uma forma generalista, mas tão somente “interpretar” a razão da razão do discurso do Alberto.

Os comunistas irão olhar de esguelha para esta pobre e humilde análise, ainda que continuem a existir “para além” dela.

Se por um lado não me repugna concordar, integralmente, com a análise do Alberto, pelo outro tenho de discordar da conclusão (proposta) por ele retirada.

Num regime indemocrático “aceita-se” que as ideologias opostas – in casu as democráticas – sejam hostilizadas, perseguidas, censuradas.
Mas será que poderemos aceitar semelhante estratégia opressiva nos regimes democráticos. Julgo que não, quer porque conflitua com a genealogia democrática, quer, especialmente, porque lhe retira a superioridade ética.

E de facto, e infelizmente, isso acontece – substantivamente – no (nosso) regime democrático que Portugal adoptou.
A constituição política consagra “proibições” que lhe ferem a autenticidade e a genética democrática. Proíbe a legalização de ideologias indemocráticas, assim como proíbe a instauração (ainda que desejada) da monarquia.
Ora isto é um sinal de frouxidão democrática.
Em democracia deve cultivar-se o saber “viver” e “conviver” com quem pensa de modo diferente.
A nossa não sabe.
A constituição içada em liberdade está “inclinada” para a esquerda, é distorcida, é permissiva para a esquerda e proibitiva para a direita.
E tal presunção distorce a autenticidade apregoada.

O Alberto tem TODA a razão na análise que faz, mas PERDE-A coma a solução proponente.
Seguramente infiro que a nossa democracia não fica mais rica e mais exemplar com a expulsão do comunismo, discordo.
Mas com a mesma segurança adito que ficaria mais livre, mais generosamente democrática se abolisse as conscrições ideológicas.

Por Portugal e pelo Povo exige-se que na próxima revisão constitucional os nossos representantes ousem dela limpar o espúrio ideológico e destituir as Patentes que nada fazem pelo Povo Verdadeiro.

1 comentário:

  1. Concordo com quase tudo... excepto, o de eventualmente se considerar que tudo é igual a tudo. Pessoalmente, não tenho qualquer dúvida em considerar os comunistas mais democratas que o alberto. Aliás, já não acredito em muitos mitos, e quanto ao das criancinhas e da injecção de trás da orelha nem comento... rs.
    De resto, dá quase para perguntar quem é que ainda usa a cassete. Com todos os defeitos que possam ter, eu, par defaut, voto nos comunistas pq nem me alegram as cantigas do cacique alberto nem a candura pseudo-elegante e pseudo-socialista do pseudo-engenheiro.

    M.R.

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