Recentemente todos os escaparates e ardinas deste país correram a anunciar ao édito a notícia de mais uma tragédia à portuguesa: o "assassínio" de uma família numa praia portuguesa
Neste País, dito democrático, onde tudo anda ao Deus dará, onde o forrobodó é a regra, onde a impunidade é a marca e a irresponsabilidade o protocolo institucional assegurado, tudo pode acontecer!
O povo, o Zé Ninguém, aquele a quem a norma-mãe apelida de Soberano (sem que ninguém saiba o que isso significa) uma vez mais está a ser arrolado para partilhar a mentira e tolerar a irresponsabilidade.
O mesmo povo que já viu "crime" de Camarate esvair-se pelo ralo da impunidade, o mesmo povo que viu a "negligência" da ponte de Entre-os-Riods esvair-se pela ralo da impunidade, prepara-se agora para ver "mais do mesmo", incluindo o falatório panfletário.
O Ministério Público - que eu sinceramente não sei o que é, nem vejo qualquer utilidade prática na sua existência - acaba de ANUNCIAR a instauração de mais um inquérito-crime ao "incidente" da praia.
A primeira palavra é de condolência e é dirigida aos familiares e amigos das vitimas.
A segunda é para "acusar" esta (mais uma manobra negligente, com fins dissimulatórios) do MP. Anunciar a abertura de um inquérito-crime para quê? Já sabemos qual vai ser o resultado? E mais sabendo o povo, como sabe, que neste país as instituições e os instituintes logram entre si cumplicidades para agirem em concerto, não sería razoável, na salvaguarda da verdade, falar nada e agir tudo? O anuncio da abertura do inquérito-crime (alegadamente atirado para dissimular os entalhes de consciência do povo ofendido) chega aos ouvidos dos eventuais implicados que sem perda de tempo tratarão de antecipar a "defesa", dissimulrar a "culpa", detruir "provas", etecétera.
Se desta curta análise me fosse autorizado retirar uma conclusão, e até porque estamos em maré de revisão contitucional, eu diria e propunha a extinção do MP.
O fecho do MP desencadearoia uma enorme poupança ao erário publico e um aumento do bem-estar e do estado de espirito colectivo.
O ajuste de um protocolo com uma qualquer agência de investigação criminal estrangeira seria uma solução razoável, pois pior é impossível.
o MP em Portugal está metamorfoseado num sinédrio judicial, numa plataforma ludica, num parlatório, num parque de diversões.
Alguém com autoridade e competência faça alto à gonorreia institucional, purge a nação, ataque a doença, limpe os dejectos e cesse de autorizar o jogo do Gato e do rato com o povo português por razões e coisas sérias, ou que sérias deveriam ser.
Por Portugal
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