Num país em que não existe o direito ao contraditório - onde o soberano não é o povo, antes a máfia institucionalizada no sistema e subsistemas do regime; onde os velhos morrem por falta de assistência; onde os jovens não têm futuro, num país de macrocéfalos, vigaristas e ladrões -, insisto quem venceu as eleições?
Julgo poder eleger dois vencedores autenticados: O STATUS QUO vigente (da podridão) e a ABSTENÇÃO.
Três décadas após o Povo ter saído à rua, em festa, comemorando a liberdade, encolhe-se sob o peso da vergonha sentida por festejar a efeméride da maledicência. Segundo o sufrágio foram – legitimamente - eleitos 60% do séquito de deputados da AR.
Presumindo que na abertura dos trabalhos parlamentares irão aparecer 230 o Povo pergunta quem “elegeu” os restantes 90?
Na verdade só 140 foram eleitos e sufragados democraticamente, os restantes foram-no de forma habilidosa e puramente administrativa.
E é aqui que reside um dos poderes do regime: se a AR, em vez dos 230 deputados (numero correspondente aos 100% de votantes), apenas comportasse os 140 eleitos e os restantes 90 fossem “bonecos de cera”, então estes (os 140) iriam fazer politicas de seriedade no intuito de expulsar os colegas de cera; ora como isso não acontece, isto é como de facto 90 deputados são “falsos”, são de cera, embora pareçam ter ossatura revestida com carne, então logo tentam misturar-se com os verdadeiros para de forma cúmplice se esquecerem o dever principal para o qual foram eleitos.
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