sexta-feira, 31 de julho de 2009

A GRIPE ÇUINA

Ó Sinhor cumpadre Biriato. Bomessê num çabe, mas eu tenho munto orgulho em ser amiga de bomessê. É que bomessê ás bezes escrebe umas coisas tão importantes queu inté fico cumubida. Eu só não pressebo nada é dessas palabras isquesitas que escrebe, mas elas som tão bunitas que eu inté gosto de o óbir a escrebêlas.

Mas num é que bomessê tem razom? Ó primeiro eu tibe que matar as galinhas todas por causa da gripe das Abes. Óspois tibe que matar os porcos por causa da noba gripe que lhe chamam A. Isso é queu num pressebo. Sa gripe é dos porcos e dizem qué gripe Çuina, porqué que num lhem chamam gripe Ç? Agora só me resta o tumatale e rezar a Deus que num apareça a gripe T por mor de num ficar cus tumates todos a ispirrar. É que sa gripe me chega ós tumates vai ser uma desgrasseira tom grande queu num sei como é que me bou abiar sem tumates.

Mas o que intressa é que por mor desta noba gripe o pobo anda a ficar todo tolo. Olha cu Ti Ambrósio inté foi á Farmassia da Bila por mor de cumprar meia dúzia de caixas daquelas coisas que se abotam na cara por bia de num ficar ca gripe. Ai, ca gente inté se ri cuando ele sai de casa caquela coisa na cara. Caise que parece um marssiano daqueles dos OBENIS ca gente só lhe bê os olhos tortos a olhar um para cada lado. O pior é que óspois o óme num aganta caquela coisa na cara e cumeçalhe a dar a sufeca e berra tanto quinté parece o badalo do çino da Igreja.

Mas bamos ó quintreça queu tou a ficar cum preça.

Ó senhores gubernantes. Bomessês que çabem tudo inda num arranjaram uma sulussom pró porblema? É cu pobo anda a ficar todo tolo por mor desta coisa da gripe. arranjaram uma sulussom prumeçalhe a dar a sufeca.icar ca gripe. umates todos a ispirrar.O Sinhor Inginheiro que tem tido tanto trabalho a acabar com as sembergunhiçes todas, e a botar tantas leis que caise paresse a ditadura do Sinhor António, que Deus o tenha, porqué que inda num acabou com esta sembergunhisse toda nas notíssias? É que cada bez ca gente bai óbir a notíssias eles contam as peçoas todas ca gripe. Ó primeiro erom trinta. Óspois erom cinquenta. Óspois erom mais binte.

Carago. Será quesse peçoal das notissias num tem mais nada pra contar? Se num tem eu amostrolhes. Proqué que bomessês num beem aqui á aldeia ber cantos belhinhos andom assim a modos que fracatibos e a apanhar a gripe por mor de num terem dinheiro pra cumprar bitaminas? E olhem que se forem por esse pobo fora bom ter muito que contar.

Cuanto a si, ó cumpadre Biriato, cuntinue a escreber açim que bomessê escrebe coisas munto importantes.

Soidades da sseissom

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ROCHE-TAMIFLU VERSUS BILDERBERG

Como cidadão sou confrontado com um RUÍDO ensurdecedor sobre a (dita) gripe A, a mais recente invenção do Bilderberg.

Esta seita assassina, com o beneplácito da comunicação social (que se diz democrática e livre!) mergulhou o globo e o nosso País num frenesim de inquietação.

Porque será que a comunicação social, que tanto barulho tem feito para homologar a inquietude clectiva, não gasta uma palavra, ou imagem - uma unica - para denunciar quais os interesses que se movem e espicaçam por detrás da epidemia?

Ah pois, a solução é o Tamiflu.
Curiosamente era a solução para a fracassada (e igualmente inventada) epidemia anterior (então designada por gripe das Aves).

Enquanto se esgotam os minutos gastos para comprar uma máscara ou o Tamiflu Impingido, pelo mundo inteiro morrem milhares e milhares de homens, mulheres e crianças fustigadas com epidemias igualmente perigosas como a Malária, o Sarampo, Diarreias epidémicas, etc.

Mas sobre estas a "co-criminosa" comunicação social dedica silencio apenas.

Os barões e abutres do Bilderberg, que tudo controlam até a infelicidade social das pessoas, compram o silencio da comunicação social porque por detrás da epidemia há um negócio COLOSSAL, monstruoso, uma fobia pelo lucro à custa do medo social e humano.

E isto tem de ser denunciado até à exaustão.

Cada voz que se levante para denunciar esta seita criminosa, que actua na sombra, guarnecida por lobos da banca, piranhas da comunicação social e traidores da política, que fabrica guerras, revoluções, crises, golpes de estado em todo o lugar do globo onde suscite o seu interesse economico e financeiro, é um grito de alerta, uma dádiva nacional.

Até a imprensa portuguesa, que até se diz livre, mas alinha na onda blobalizante, brada estericamente pela gripe A ao mesmo tempo que silencia as mortiferas epidemias que fistigam a humanidade, porque será?
Porque será que nunca, repito nunca, um jornalista confrontou o PM ou quem quer que seja sobrte o tema Bilderberg?

Valha-nos a Blogodemocracia, o unico dojo onde a verdade pode ser dita às claras e o contraditório é concretizado.

Concidadãos não temam a gripe, e muito menos a dita A, porque quem está por detrás dela são facbulosos interesses economicos: em concreto a multinacional farmaceutica "Roche" detentora do salvador "Tamiflu"?

domingo, 26 de julho de 2009

DITADURA ENCAPOTADA...!

Há dias o Alberto entesou-se e deixou escapulir pela boca um substantivo sinal do objectivo invisível que a lei constitucional transporta no seu dorso.
Os portugueses indignitários (desprotegidos) do Poder içado em Abril há muito que descobriram a maleita normativa da lei fundamental: TRATA-SE DUM PERGAMINHO LEGAL, UM BORDEL DE PRINCIPIOS E VALORES PURAMENTE NORMATIVO, E PORTANTO INEXEQUIVEL.
Porque na verdade assim é.
Temos uma constituição eivada de belos princípios, um eflúvio de valores e direitos fundamentais, pomposamente ostentados que a pratica, a realidade, não ostenta.

Por detrás da semântica, consagra a régua e esquadro um modelo de regime com uma “coercitividade” escondida.
Estatui Delfins que servem para tudo excepto para honrar a Pátria e servir o seu Povo Real. Poderia enumerar alguns deles, fico-me pelo Provedor de Justiça.
Por detrás da acessibilidade apregoada há a figura execrável, distante, inacessível, da real defesa do direito, da verdade e da justiça que se quer ver estornada ou simplesmente reclamada.

Mas o apetite de hoje não contempla falar da constituição de uma forma generalista, mas tão somente “interpretar” a razão da razão do discurso do Alberto.

Os comunistas irão olhar de esguelha para esta pobre e humilde análise, ainda que continuem a existir “para além” dela.

Se por um lado não me repugna concordar, integralmente, com a análise do Alberto, pelo outro tenho de discordar da conclusão (proposta) por ele retirada.

Num regime indemocrático “aceita-se” que as ideologias opostas – in casu as democráticas – sejam hostilizadas, perseguidas, censuradas.
Mas será que poderemos aceitar semelhante estratégia opressiva nos regimes democráticos. Julgo que não, quer porque conflitua com a genealogia democrática, quer, especialmente, porque lhe retira a superioridade ética.

E de facto, e infelizmente, isso acontece – substantivamente – no (nosso) regime democrático que Portugal adoptou.
A constituição política consagra “proibições” que lhe ferem a autenticidade e a genética democrática. Proíbe a legalização de ideologias indemocráticas, assim como proíbe a instauração (ainda que desejada) da monarquia.
Ora isto é um sinal de frouxidão democrática.
Em democracia deve cultivar-se o saber “viver” e “conviver” com quem pensa de modo diferente.
A nossa não sabe.
A constituição içada em liberdade está “inclinada” para a esquerda, é distorcida, é permissiva para a esquerda e proibitiva para a direita.
E tal presunção distorce a autenticidade apregoada.

O Alberto tem TODA a razão na análise que faz, mas PERDE-A coma a solução proponente.
Seguramente infiro que a nossa democracia não fica mais rica e mais exemplar com a expulsão do comunismo, discordo.
Mas com a mesma segurança adito que ficaria mais livre, mais generosamente democrática se abolisse as conscrições ideológicas.

Por Portugal e pelo Povo exige-se que na próxima revisão constitucional os nossos representantes ousem dela limpar o espúrio ideológico e destituir as Patentes que nada fazem pelo Povo Verdadeiro.

terça-feira, 21 de julho de 2009

A INTRAMETE E O SECAIPE

Bomessês num imaginom cumo eu ando cuntente da minha bida.

Inscrebime no curço de cumputadores ca Rebista Maria bendeu ás mossoilas inteligentes açim cumo eu e agora já sei mexer neças coisas da intramete. É que o meu cumpadre Biriato anda prá i a dezere umas coisas de mim e eu tibe que aprender a mexer nestas coisas por mor de lhe poder arresponder. Ai, quele num fica sem resposta, num senhora queu num sou mulhere de lebar desaforo pra casa. Cuando me botom coisas na miuleira eu num descansso incuanto num der resposta.

Bai daí, cumo eu sou uma peçoa com munto sabere no pinssamento, aprendi num instante a mexere nestas coisas. Inté increbime no Secaipe, qué açim a bem dezere uma coisa ca gente pode falar a escrebere. Ai, caquilo é tom ingraçado. A gente escrebe e arrecebe logo a resposta da oitra peçoa. Eu demoro um bocadinho a respondere, pois queu escrebo debagar. Mas eu num poço escreber depreça proque senom eu dou erros a escreber. E como eu num gosto de dar erros, tenho que escreber debagar.

Mas o mais ingrassado é ca gente pode falar com muntas peçoas ao mesmo tempo. Mas se bomessês soubeçem a cunfusom quisso dá. Óspois a gente imbaralha as cumbersas e já num sabe o que disse. Olhem que fiquei tom imbaralhadinha cás tantas já estaba a disere ó óme quera biúbo pra ir paçear ca mulher dele e ó óme que se ia casar pra ir por flores na campa da mulhere. O que bale é queles tabom longe de minhe, proque senom eu acho queles me iam dar uma cossa.

Mas bamos ó quintressa queu tou a ficare cum preça.

Ó cumpadre Biriato. Bomessê pode ter a certeza que quando eu bir bomessê no Secaipe boulhe dar as respostas tudinhas. E aí, nem os tumates do seu fantasma lhe bom baler. Beja bem se arranja os seus, proque senom nem sequer se bai conseguir abiar.

Soidades da sseissom

sexta-feira, 17 de julho de 2009

JÁ NUM SEI SE SOM FANTASMAS Ó TUMATES!

Ai queu ando tom descurssuada. O meu cumpadre Biriato, quinté é açim a bem disere uma peçoa queu estimo munto, andou praí a escreber umas coisas que me deixarom munto triste. Ó primeiro diz que soue uma imprezária falhada e óspois que os tumates dos fantasmas som milhores cós meus.

Olhem queu já churei tanto que oje nem precisei de regar o tumatale.

Eu que inté queria cuntar a história da minha biage inté á capitale, pois queu fui lá amais o meu Arnesto por mor de ber se bendiamos os tumates todos prá fábrica dos tumates pelados, inté já mesquessi do quia disere.

Ai cumpadres. Mas se bomessês bissem o que bi no camboio que eu amais o Arnesto apanhamos no Sonbento do Puarto. Num é que mesmo á minha frente se assentou um tropa daqueles quinté põem as bistinhas todas trocadas, que sse num foçe eu andar açim descurssuadinha por causa do meu cumpadre Biriato, acho que tiraba a farda ó óme ali mesmo. Bejam lá o que estom a pinssar. Eu só queria era a farda do óme pra lebar cumigo, por mor de me alembrar dele óspois.

Pois cumpadre Biriato Umbelino Alcagoitas. Já que bomessê num tem tumates pode ficar á buntadinha cus tumates dos fantasmas, queu abiome cus meus amais os do meu Arnesto que som de milhor cualidade.

Soidades da sseissom.

domingo, 12 de julho de 2009

OS TUMATES DA MUINHA CU-MADRE SSOM

Olá cu-madre, estas suom as prumeiras palabras a tie dirijidas, sabias?
E num pienses cu vom sere agradabeis, pois num surão.
És uma murcona dibertida e uma impresaria falhada, sabias... cum raio te deuo pra te birares prós tumates?
Tu num saves que o milhor nigócio do mundo som us fantasms?
Mais.
Nenhum tumate tem fantsma, mas todos os fantasmas têm dois, sabias

Logo ficum muito mais abantajadus... Mas tu num bês, és cega ou cumo diz o Arnesto (embora às escundidas) és miope...AHAHAH
Até o teu amore du Arnesto recunhece o teu nigócio falhado, digu-to proque é a berdade emvora saiba que ele num bai gostare desta incunfidenssia

E num poderia acavar sem te lebrare duma realidade, ó ssom... tu sabes o cu bai acontecer qando murreres, rapariga? Julgas que purbentura que te bais transformare im tumate, se julgas issu te enganas pois bais ficare feita num FANTASMA...

I á inda outra coisa ó ssom, tu já biste purbentura qunatus A - A DE AMOR - tenhe a palabra tumate? Tenhe Um, só um.... e a palabra FANTASMA, ESTA TENHE 3... o que significa cu fantasma ama 3 bezes mais cu tumate: TOMAAA, com 3 A para aprienderes

Um veijo safada, um veijo pra tu

sábado, 11 de julho de 2009

OS FANTASMAS DO MEU CUMPADRE BIRIATO

Bomessês bãome descupar, mas óspois de ter lido aquela coisa dos fantasmas que o meu cumpadre Biriato anda a cultibar beiome á limbrança eça coisa das peçoas andarem sempre priocupadas cum eça coisa dos fantasmas.

Intom aqui na minha aurdeia eu num sei o que se paça. Mas desde que beio para cá uma madama que diz que arresolbe os porbelemas das peçoas todas e que amanda os fantasmas imbora, que as peçoas bom todas a casa dela ca quilo inté parece a romaria da Noça Sinhora dos Afelitos.

Se bomessês bissem o dinheiro cu pobo deixa lá ficar por mor de amandar os fantasmas imbora, inté deitabom as mãos á cabessa.

Mas olhem ca madama inté é uma sinhora de respeito. Ela num leba nenhum dinheiro ó pobo. As peçoas só precisom pagar os pózes quela usa por mor de as tratare. Mas ás bezes são tantos pózes, quinté as peçoas já andam a fazere impréstimos no banco da Bila, por mor de puderem pagar os pózes.

Eu inté já pinssei em amandar lá o meu Arnesto, por mor de ber sele fica milhor da miuleira. É cu óme ás bezes num funssiona munto benhe e eu estou a pinssar sele num tem fantasmas cumó cumpadre Biriato que tombem anda açim a bem dizere ca miuleira torta.

Mas eu axo ca madama é munto cumpetente pois o pobo anda munto cuntente e alibiado.

Ó cumpadre Biriato. Eu axo que bomessê debia bir cá á madama por mor de amandar eçes seus fantasmas todos imbora. Bomessê ia ber cumo a sua miuleira ficaba boa num instantinho. Mas num se isquessa de trazerem unto dinheiro, pois os pózes som caros. E da maneira que bomessê está, eu axo que bai precisar de muitos pózes.

Aonde já se biu um óme a cultibar fantasmas?

Sinda bomessê se dedicaçe a plantar tumates, tinha mais serbentia.

Num sacanhe que num é bregonha nenhuma. Se bomessê estiber precisado de tumates esta cumadre está aqui por mor de o ajudar.

Comprimentos com soidades da sseissom.

A WHITER SHADE OF PALE (UM TOM MAIS CLARO DE PALIDEZ)

Dançamos um fandango suave
Demos cambalhotas pelo chão
Eu estava me sentindo meio enjoada
A multidão pedia bis

E o salão gritava gritava
Enquanto o tecto rodava
E quando pedimos outra bebeida
O garçom trouxe uma bandeja

E então mais tarde
Enquanto o espelho contava a sua história
Um rosto a princípio apenas fantasmagórico
Ganhou um tom mais claro de palidez

Você disse que não há motivo
E a verdade é fácil de se ver
Mas eu consultei as cartas do baralho
E não deixei que ela fosse

Uma entre dezasseis virgens vestais
Que partiam para o litoral
E embora meus olhos estivessem abertos
daria no mesmo se estivessem fechados

E então mais tarde
Enquanto o espelho contava a sua história...





(origem: www.letras.mus.br)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O CULTO DOS FANTASMAS

O histórico processo de hominização colocou o homem no sopé da espiritualidade e abriu-lhe a mente para "realidades" outrora desconhecidas e insondáveis.

O culto - para não dizer medo ou fobia - pela fantasmagórico surge nesta esteira de novidade.

A lbertação do homem, o corte do cordão umbilical com a animalidade, confrontou-o com uma luta árdua, longa e amarga contra o culto dos fantasmas.

Direi mesmo que Nada na história do homem inspira mais piedade do que a moldura de escravidão abjeta do homem perante o espirito-fantasma.

É neste contexto que a Morte ganha a repercussão social que detém e o cadastro de emocionalidade que lhe é culturalmente intrinseca.

A morte significa o falecimento de um corpo finito e simultaneamente a libertação de um "fantasma" até então nele hospedado.

E é aqui que entra o pensamento religioso.

Em muitos casos não para atenuar a agonia, antes para criar novas fobias apetecieis à mente vulnerável.
A religião ampliou a conjectura do medo clivando os fantasmas em Bons e Maus.

Amarrado a preceitos e preconceitos e sem profilaxa religiosa, eis o homem cansado, cinzento e insosso - expressão ficica e finita duma mentalidade tacanha que só falecerá no momento da eféride necrologica... então todoas e cada um de nós alcançaremos a libertação final, a escalada da Luz, o verdadeiro sentir do Cristo conterrâneo...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

QUEM TEM CU...

Dize o ditado pupulare que “Quem tem Cu tem medo”!

Esta coisa de falare de Cus disem qué açim a bem disere uma desabergonhiçe. Num debia ser, óspois cus á açim a bem disere grandes ó pequenos, ridondos ó cadrados, e de tantas formas e feitios que deixom a gente compeletamente ademirados.

O queu nun intendo é proque parece mal falare de Cus.

Coitadinha da palabra que nem lhe dom tempo de cresçere. Nem cum as bitaminas queu aboto nos meus tumates ela arriba por mor de se puder falar dela.

Mas ó cumpadres. Mesmo a falar de Cus, eu num falo do Cu dos oitros. Inté proque num mintreça falar do Cu dos oitros. Cada peçoa tem o seu Cu, e meteo onde mais lhe cumbém. O meu Cu custuma ficare dentro das trusses, bem quentinho e acunxegado. Inté proque…

Num sei sé defeito, sé feitio. O qué serto é cu meu Cu, mesmo sendo um Cu é por açim disere pró pequenino.

A mim num mincumoda e inté dá geito. O pior som asqueles Cus munto grandes, cu olhom de isguelha proque ficom cheios dimbeja.

Eu axo qué mesmo imbeja. Mas ás bezes inté fico a pinssar que o queles tenhem é medo só dólharem.

Mas neste país aonde o fáste fude tá sempre a incher os Cus por mor de ficarem mais grandes, eu axo que bou cuntinuar a cumer a tradicionale fude , nun bá o meu Cu cumessar a ficare cum medo cumo os oitros.

Mas ó cumpadres. Mesmo cu meu Cu seja pequeno, é Cu.

E o meu Cu num tem medo!


Comprimentos com soidades da Maria da Cunsseissom Aparessida



terça-feira, 7 de julho de 2009

O BARÃO ASSINALADO

A fase de desenvolvimento social que atingimos é prodiga em contradições e perversidades.
A ideologia, a política, as estratégias de poder içaram uma casta inatingível de subditos do regime que se afastaram irrevogavelmente do ventre social de onde foram paridos.
Hoje dir-se-á que há duas cepas distintas (em conflito permanente!) - por um lado os beneficiários do regime e por outro os desprezados do regime.
A miscigenação é impossível de realizar.
Por um lado a minoria de Lúcifer, agarrada ao poder e às suas benesses.
No outro extremo os subditos da Deidade Criadora, a maioria de gente simples e anónima que labuta diariamente em prol da tribo que representa e da sociedade que a acolheu na similitude.
A minoria hostil atacou os direitos da maioria, gerando nesta muita amargura e descrença, compelindo-a a escolher e a adoptar a unica arma pacifica da rebelião em curso: a ABSTENÇÃO.

A abstenção é o barão assinalado que significa e indica haver uma diferença entre temer, esquivar, honrar e adorar.

E porque está em curso u movimento de cidadania que propõe a estatuição de uma nova constituição, parece ter chegado a hora de dizer basta.